Filhos do Paraíso

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Título Original: Bacheha-Ye aseman
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 88 minutos
Ano de Lançamento (Irã): 1997
Direção: Majid Majidi

 

Sinopse

Ali (Amir Farrokh Hashemian) é um menino de 9 anos proveniente de uma família humilde e que vive com seus pais e sua irmã, Zahra (Bahare Seddiqi). Um dia ele perde o único par de sapatos da irmã e, tentando evitar a bronca dos pais, passa a dividir seu próprio par de sapatos com ela, com ambos revezando-o. Enquanto isso, Ali treina para obter uma boa colocação em uma corrida que será realizada, pois precisa da quantia dada como prêmio para comprar um novo par de sapatos para a irmã.

 

Fonte: Adorocinema.com

Indicação: Joyce Barreto

Buena Vista Social Club

 

Sinopse

Em 1996, o premiado músico Ry Cooder reuniu alguns dos maiores nomes da história da música cubana para gravar o álbum Buena Vista Social Club, premiado com o Grammy. Este filme é inspirado neste trabalho e traz as participações de músicos lendários como Ibrahim Ferrer, Rubén González, Eliades Ochoa, Omara Portuondo, Compay Segundo, entre outros, além do próprio Ry Cooder e de seu filho Joachim. Fascinado por estes personagens incríveis e suas músicas extraordinárias, Wenders foi até Havana para documentar a cooperação e a amizade entre Cooder e seus amigos veteranos, agora conhecidos no país como os superavôs. Filmou também as apresentações do grupo em Amsterdã, além de um concerto triunfante no Carnegie Hall, em Nova York, em 1998.

NOTAS DE PRODUÇÃO O músico Ry Cooder e o cineasta Wim Wenders se conhecem há mais de 20 anos. Enquanto trabalhavam na trilha de O Fim da Violência, em 1996, Cooder não parou de falar sobre sua viagem a Cuba e sobre o disco que gravou lá, com velhos músicos cubanos - alguns dos quais tinham caído no ostracismo. Pouco depois, o CD Buena Vista Social Club foi lançado com enorme sucesso. Quando Ry Cooder voltou a Cuba em 1998, para gravar um álbum solo com buenavista Ibrahim Ferrer, Wenders o acompanhou com uma pequena equipe, registrou a performance dos músicos no estúdio e recuperou histórias de suas vidas em Havana. A filmagem continuou em Amsterdã, onde o Buena Vista Social Club fez duas apresentações, e terminou em Nova York, num concerto triunfante no Carnegie Hall.

 

Título Original:  Buena Vista Social Club
País de Origem:  Alemanha / EUA / Inglaterra / França / Cuba
Gênero:  Documentário
Tempo de Duração: 100 minutos
Ano de Lançamento:  1999
Direção:  Wim Wenders

 

Fonte: Interfilmes

Indicação: Nana Lopes

Rocha que voa

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Direção: Eryk Rocha
Roteiro: Eryk Rocha, Bruno Vasconcelos
Gênero: Documentário
Origem: Brasil/Cuba
Duração: 94 minutos
Tipo: Longa

 

Sinopse

Filho de Glauber Rocha, o polêmico cineasta de tantas obras-primas, Eryk Rocha realiza este documentário, um ensaio sobre o papel dos intelectuais na América Latina baseado nos anos em que seu pai ficou exilado em Cuba, de 1971 a 1972. O filme ambiciona recuperar a ligação entre os principais movimentos cinematográficos latino-americanos dos anos 60/70 o Cinema Novo, no Brasil, e o Cine Revolucionário, de Cuba. Por meio de depoimentos de cineastas e do povo cubano entrevistado em Havana, revivemos o impacto provocado pelo cineasta e seus filmes. Para essa produção foram utilizados áudios, depoimentos, poemas, desenhos e trechos de filmes de Glauber

 

Fonte: CinePlayers

Indicação: Helen Lima

Terra em Transe

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Título no Brasil:  Terra em Transe
Título Original:  Terra em Transe
País de Origem:  Brasil
Gênero:  Drama
Tempo de Duração: 106 minutos
Ano de Lançamento:  1967
Direção:  Glauber Rocha

 

Sinopse

Num país fictício chamado Eldorado, o jornalista e poeta Paulo (Jardel Filho) oscila entre diversas forças políticas em luta pelo poder. Porfírio Diaz (Paulo Autran) é um líder de direita, político paternalista da capital litorânea de Eldorado. Dom Felipe Vieira (José Lewgoy) é um político populista e Julio Fuentes (Paulo Gracindo), o dono de um império de comunicação. Em uma conversa com a militante Sara (Glauce Rocha), Paulo conclui que o povo de Eldorado precisa de um líder e que Vieira tem os pré-requisitos para a missão. Grande clássico do Cinema Novo, o filme faz duras críticas à ditadura.

 

Fonte: Interfilmes

 

Indicação: Helen Lima

Uma Avenida Chamada Brasil

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Título Original: Uma Avenida Chamada Brasil
Gênero: Documentário
Duração: 85 min.
Lançamento (Brasil): 1989
Direção: Octávio Bezerra
Roteiro: Octávio Bezerra
Produção: Octávio Bezerra Produções Cinematográficas e Sky Light Cinema
Música: Bruno Nunes, Edson Maciel e Géo Genjamin
Fotografia: Miguel Rio Branco
Desenho de Produção:
Edição: Severino Dadá

 

 

 

Sinopse:

Crônica sobre a avenida que dá acesso ao Rio de Janeiro, passando por diversas favelas e bairros operários. Assaltos e a violência dos esquadrões são alguns dos fatos capturados por uma câmera que rodou pela Avenida Brasil ao longo de 6 meses. ''Um filme violento contra a violência'' era uma das chamadas no pôster oficial.

 

Fonte: e-Pipoca

Indicação: Juliana Freitas

Estado de Sítio

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Título Original: État de Siege
Direção: Konstantinos Costa-Gavras
Ano de produção: 1973
Duração: 119 min
Cor: Colorido
Gênero: Cinema Político
Idioma Francês e Inglês
País de produção: França, Itália, Alemanha

 

Resenha

”Estado de Sítio” (1973), um dos melhores filmes políticos já realizados, sai finalmente em DVD.
O filme do diretor grego Costa-Gavras é um retrato minucioso da participação direta dos Estados Unidos nas ditaduras militares da América Latina nas décadas de 1960 e 1970. Através da história do seqüestro de um norte-americano e um brasileiro pelo grupo guerrilheiro uruguaio Tupamaro, o cineasta denuncia o papel repressivo do governo norte-americano nas ditaduras latino-americanas.
Em “Estado de Sítio” o grupo guerrilheiro Tupamaro seqüestra o embaixador do Brasil no Uruguai, Roberto Campos, e o funcionário da polícia norte-americana Philip Michael Santore. O grupo então exige que o governo solte os presos políticos em troca dos seqüestrados. O caso gera uma crise política internacional que coloca em evidência a participação criminosa do imperialismo norte-americano na estrutura repressiva dos regimes militares.
No filme, Philip Michael Santore é interrogado por um dos integrantes do Tupamaro, maneira pela qual o filme apresenta dados importantíssimos e ao mesmo tempo assustadores de como os Estados Unidos formou milhares de agentes de tortura nas polícias de vários países da América Latina. O Brasil aparece no filme com destaque entre os países “assessorados” pelos norte-americanos, foram mais de 100.000 policiais brasileiros especializados em técnicas de tortura em cidades como São Paulo e Belo Horizonte.
Os Estados Unidos mantinham uma escola de tortura para onde os governos dos países enviavam representantes para receber especialização em todos os ramos da repressão policial.
Neste filme, Costa-Gavras conseguiu construir, através de seu estilo vindo dos thillers policiais, um empolgante relato político com uma montagem que desenvolve a história através de flashbacks, como em seu filme mais famoso “Z” (1969) e faz com que a direção, atores, cenários e trilha sonora deixe o filme com uma destacada riqueza de detalhes.
O roteiro de “Estado de Sítio” é Gavras e de Franco Solinas baseado em fato verídico ocorrido no Uruguai, este também foi roteirista do diretor italiano Gilo Pontecorvo nos filmes “A Batalha de Argel” (1965) e “Queimada” (1969). Na história, o nome do grupo guerrilheiro Tupamaros e do embaixador do Brasil foram mantidos, alterando-se o restante para nomes fictícios.
O diretor Konstantinos Costa-Gavras pode ser considerado um dos grandes diretores de um gênero no cinema que teve e ainda tem poucos representantes, o cinema político. Muitos de seus filmes foram censurados no Brasil e a maioria nem teve lançamento no mercado de vídeo como é o caso de “Estado de Sítio”.

 

Fonte: Causa Operária on-line

 

Indicação: Ricardo Pereira

Z

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Ficha Técnica

Título Original: Z
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 127 minutos
Ano de Lançamento (Argélia): 1967
Direção: Costa-Gavras
Roteiro: Jorge Semprún, baseado em livro de Vassilis Vassilikos

 

 

Resenha

 

Baseado em fatos verídicos que ocorreram na Grécia em 1963. “Z” é um clássico do thriller político que reconstitui o assassinato do deputado esquerdista Grigoris Lambrakis, vítima de uma conspiração elaborada pelo alto escalão das Forças Armadas da Grécia, em 1963.


A história começa com uma palestra dirigida aos militares, onde os opositores são comparados a fungos que precisam ser exterminados antes que contaminem o restante da população sadia.
Gregorius Lambrakis – professor de medicina da universidade de Atenas, deputado da União Democrática e um dos mais populares chefes da oposição grega, preside uma reunião organizada em prol da paz.
Apesar de muitos empecilhos surgidos na ultima hora, a reunião acontece.


Na saída do evento Lambrakis é atropelado por uma motocicleta. Já inconsciente, ele é levado para um hospital, onde morre três dias depois em decorrência de graves ferimentos.


Entra em cena o magistrado (Jean-Louis Trintignant), disposto a solucionar os mistérios que cercam o “incidente”. Ele é um justiceiro solitário que encontra adversários em todas as instituições governamentais. Seu único aliado é um jovem jornalista (Jacques Perrin) que presenciou o fato.


As testemunhas e integrantes do partido de esquerda sofrem agressões e tentativas de assassinato. As investigações sofrem resistências, mas, ainda assim, o magistrado consegue denunciar todos os responsáveis, inclusive os mais condecorados oficiais, no delito de homicídio.


Nos últimos minutos, um noticiário de televisão comunica que todas as testemunhas morreram em acidentes suspeitos e mais, que os militares sofreram apenas sanções administrativas e que os co-autores civis do crime foram condenados a penas irrisórias. O noticiário ainda informa que semanas antes das eleições, os militares tomaram à força o poder, resultando na demissão do magistrado e que opositores foram mortos ou extraditados. Num corte é revelado que o jovem jornalista foi preso e que o novo regime ditatorial proibiu determinados comportamentos e assuntos como a filosofia, a sociologia, o direito de greve, a música popular, a matemática moderna, a liberdade de expressão e a letra “z”, que, em grego antigo, significa “ele está vivo”.


Um filme engajado porque nada pode evitar que se estabeleçam paralelos e comparações coerentes com o que já ocorreu e ocorre em outros paises.


“Qualquer semelhança com eventos e pessoas da vida real não é coincidência. É intencional”. – enfatiza Gravas.


Cenas interligadas em flashbacks e uma edição frenética deram o tom certo ao filme no estilo de um documentário.


*Estes trechos históricos foram transpostos pela forma de romance pelo escritor Vassili Vassilikós em livro publicado na Grécia, e pouco tempo depois proibido.

Fonte: Juliana Dias


 

 

Indicação: Guilherme Nascimento